Salute

Valorizando a vida, sempre!

Um aspecto particularmente preocupante quando estamos diante de alguém com um quadro mais grave de depressão é o risco de suicídio. Esse é um tema difícil, sobre o qual precisamos falar.

O suicídio tem muitas causas, que interagem de forma complexa, e pode afetar indivíduos de todas as idades, gêneros, classes sociais e orientações sexuais.

Diversas situações, que podem ser enfrentadas por qualquer um de nós, podem servir como gatilho, quando a pessoa está predisposta: perder o emprego, sofrer discriminação, ser vítima de agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dor ou deficiência, entre outros.

Mas o suicídio pode ser prevenido! Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento aos sinais de alerta, e procure ajuda, para você ou para quem você ama.

Sinais de Alerta

A lista a seguir foi preparada pelo Ministério da Saúde. Antes de tudo, observe que não existe uma lista de critérios, uma “receita de bolo” para detectar com certeza quando uma pessoa está em crise suicida. Ainda assim, o ser humano em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de quem está próximo, especialmente se muitos dos sinais a seguir se manifestam ao mesmo tempo.

  1. O aparecimento ou a piora de problemas de comportamento ou de manifestações verbais (faladas) durante pelo menos duas semanas.  Atenção, essas situações não devem ser interpretadas como ameaças ou chantagem emocional, mas sim como um alerta para um risco real.
  2. Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança.  As pessoas sob risco de suicídio frequentemente falam sobre morte ou suicídio. Além disso, confessam estar sem esperança, com baixa autoestima, se sentem culpadas e têm uma visão negativa de sua vida. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.
  3. Expressão de ideias ou de intenções suicidas . É importante estar atento a falas e comentários como a seguir: “Vou desaparecer.” “Vou deixar vocês em paz.” “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.” “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”
  4. Isolamento.  As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, deixando de atender o telefone, abandonando as redes sociais, fechando-se em casa ou no quarto.

O que fazer?

O pensamento de querer acabar com a própria vida pode ser insuportável. Por isso, é esperado que a pessoa, muitas vezes, não saiba o que fazer, ou como superar esses sentimentos. Essa é a hora de pedir ajuda!

É muito importante conversar com alguém de sua confiança. Não hesite em pedir ajuda, você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie a entrar em contato com os serviços de suporte.

Quando você pede ajuda, você tem o direito de:

  • Ser escutado
  • Falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação
  • Ser respeitado e levado a sério
  • Ter o seu sofrimento levado em consideração
  • Ser encorajado a se recuperar.

Onde buscar ajuda

  • CVV – Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).
  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde)
  • Pronto-socorros e Pronto-atendimentos
  • SAMU 192

Centro de Valorização da Vida – CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida fornece apoio emocional para as pessoas, com foco na prevenção do suicídio. O atendimento é gratuito e voluntário, e funciona 24 horas, todos os dias do ano.

Atualmente o CVV dá atendimento por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias. A ligação é gratuita, a partir de qualquer linha fixa ou celular.

Se você acha que está diante de alguém em risco de suicídio

Encontre um momento adequado para falar sobre suicídio com essa pessoa.

Deixe-a saber que você está lá para ouvir, com atenção e sem julgamentos. Ofereça ajuda.

Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de saúde mental, inclusive no pronto-socorro, se for o caso. Ofereça-se para acompanhá-la.

Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de saúde, de um pronto-socorro ou ligue para o SAMU 192. Se for o caso, entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa em risco.

Se a pessoa em risco mora com você, procure garantir que ela não tenha acesso a meios para provocar a própria morte ou se machucar em casa. Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

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